Histórico de Criação do Espaço

Na primeira metade do século passado, a chácara onde hoje se localiza a Casa de Artes Paquetá foi adquirida por Ormy Toledo. Além de promover incríveis reformas paisagísticas no local, ela foi responsável pelas novas preciosidades arquitetônicas ali construídas, como a Torre de Gaudí e o Pagode Chinês.

Dona Ormy era uma empreendedora cultural e via Paquetá como a Ilha das Artes, acreditando em um projeto turístico voltado para eventos artísticos e musicais. A Chácara da Ormy fazia parte desse projeto e nela aconteciam saraus com a participação de grandes músicos brasileiros: Pixinguinha, Orestes Barbosa, Lamartine Babo, Sílvio Caldas, Radamés Gnatalli eram hóspedes e frequentadores desses encontros regulares, que contavam ainda com a presença da elite política e intelectual da capital Rio de Janeiro.

Este projeto incluía também a criação de um complexo turístico e a construção de um hotel na chácara para atender aos visitantes.
A beleza natural e arquitetônica do local permitiu que a chácara fosse usada como cenário e locação para diversas filmagens, destacando-se a novela e o filme A Moreninha, baseados no romance homônimo de Joaquim Manoel de Macedo.
No início da década de 90 a chácara foi vendida, e a parte que é hoje a Casa de Artes Paquetá, comprada pelos atuais proprietários em precário estado de conservação.
Originalmente concebido para residência, o espaço sofre amplo processo de restauração. Em maio de 1999 passa a promover recitais, saraus e exposições informais valorizando artistas locais – de certa forma um tributo ao trabalho iniciado por Ormy Toledo. A partir de abril de 2001 o local se transforma definitivamente em Centro Cultural, aberto à visitação e com programação permanente de eventos.